DELEGAÇÃO LATINO-AMERICANA


O FLUIR DA FORÇA NA CORRENTE TERAPÊUTICA

Graziano Curci (1924-1985), presidente da Academia “G. Battista della Porta” de Bari foi um mestre fiel à tradição hermética que afunda as suas raízes na mais antiga sabedoria iniciática. Entre os seus escritos mais importantes recordamos “Cagliostro”, “I Templari”, “Giordano Bruno”. Em suas numerosas conferências Ele deixou as sementes de um profundo conhecimento. Conheceu o Arcano e foi iniciador daquela Arte através da qual se realiza no homem a transmutação interior. (Salilus)

Os hermetistas praticantes conhecem perfeitamente o significado das correntes mágicas que desenvolvem as suas forças através da manifestação da energia dos nervos finalizada a objetivos bem precisos e com técnicas nas quais a utilização do elemento vontade possui um caráter preeminente.


(continua na página Kremmerz)


A MAGIA DO RITO

O Despertar gera despertar. Assim como ergue as coisas caídas no espaço nas primeiras imagens de "figuras" e de "sinais"; também desperta a ação e forma o seu"Rito".

Conheça a magia do Rito como um prolongamento natural daquela da Imagem. Se as "figuras" são fixações sutis das forças invisíveis e luminosas que objetivam-se nas coisas físicas e as movem e as mantêm; e se, em você, acolhê-las é uma rapidez sem tempo apta a fixar a forma de seus movimentos, antes que ela se traduza na língua dos teus sentidos animais; porém no rito, você se une a este movimento e o anima e o prolonga no seu próprio ato: seja para transfundir-lhe a luz da tua liberação, seja, formando-se em você uma nova causa, para agir sobre as correntes e sobre os turbilhões das "figuras", com a finalidade de reações côngruas.

(continua na página Magnani)


METEMPSICOSE, PALINGENESIA, METACOSMESE, TRANSMIGRAÇÃO, PEREGRINAÇÃO, REENCARNAÇÃO...

Todos sabem dizer que Pitágoras ensinava a metempsicose; mas atrás desta palavra normalmente está um conceito muito mal definido e toda uma confusão entre metempsicose, palingenesia, metacosmese, transmigração, peregrinação, reencarnação...A majoria identifica a metempsicose com a metacosmese universal, em outro lugar diz que o próprio Pitágoras chamou palingenesia das almas (palingenesia) o dogma que a posteridade mais comumente designou com o nome de metempsicose. “Pitágoras disse que existia não a metempsicose, mas a palingenesia”; mas Rhode (Psyche II, pág. 426 edição Laterza) diz que a expressão metempsicose que nós usamos mais comumente, é justamente a menos usada pelos gregos. Observamos depois que uma coisa é a palingenesia e outra é a palingenesia das almas ou as palingenesias da alma. Na nossa opinião a palingenesia, ou seja o renascimento pitagórico, deve ser conectada ao conceito órfico pitagórico do corpo prisão e à possibilidade da alma que “só em casos excepcionais consegue (antes de ser liberada com a morte) revelar-se, na forma de um “conhecimento superior” do qual são poucos os privilegiados: que acontece às vezes nos sonhos proféticos, na excitação estática, no furor báquico”. A palingenesia para a qual Pitágoras preparava os discípulos era aquela dos mistérios de todos os tempos e de todos os lugares, chamada justamente renascimento....Esta excepcional liberação da consciência dos vínculos e das limitações da consciência corpórea traz consigo um dom reconhecido em um modo especialíssimo a Pitágoras, que na terminologia órfica, pitagórica e platônica leva o nome da famosa anamnese, a memória mística que permite o conhecimento. Na concepção escatológica órfica e na correspondente alegoria cerimonial dos mistérios a anamnese era obtida bebendo as águas frescas de Mnemosine (a memória), ao invés daquelas do esquecimento (Letes); e se conseguia naturalmente o conhecimento da aletéia (a verdade). Pitagoricamente o discípulo tentava assimilar-se e identificar-se com Deus, e entende-se que quando se chegava à esta assimilação ou até mesmo antes disso, a consciência humana conquistava um sentido superior da própria continuidade e a possibilidade de recordar-se.

Mas justamente por isso quando Pitágoras ou Empédocles falam sobre as suas recordações de outras existências é necessário que se entenda que o eu ao qual se referem não é o eu humano mas o eu cósmico, e as suas afirmações devem ser consideradas sob este aspecto especial e essencial.

Ver nesta afirmação que a lenda atribui a Pitágoras a prova que a palingenesia ensinada por ele era a metempsicose vulgarmente entendida, e do caso especialíssimo de Pitágoras sentir-se autorizado a atribuir-lhe uma generalização de tal teoria a todos os homens com base em um postulado democrático e por isso não pitagórico, e confundir a palingenesia iniciática com o processo cósmico da transformação e conservação universal da energia e da matéria, significa entender mal o “Verbo de Pitágoras” nos seus elementos mais importantes. Que historicamente tenha-se verificado uma tal confusão é perfeitamente compreensível, porque o conceito da palingenesia iniciática não é tão fácil de ser compreendido mesmo porque para se ter uma ideia clara é necessária alguma especial experiência interior, sem a qual as palavras que o exprimem serão sempre flatus vocis. O conceito simplicista da reencarnação, tipo espírita ou teosófico, é por sua vez um conceito no qual todos se iludem de entender alguma coisa sem forçar o cérebro.

Também o tema da abstinência das carnes que não é separável do conceito da metempsicose deve ser entendido não como foi entendido ou seja que não se deve comer carnes dos animais porque estes poderiam ser a reencarnação dos nossos parentes ou amigos em existências precedentes, mas como simples prática catártica que tem como objetivo, como a prática da castidade durante os mistérios, facilitar a atuação da palingenesia, tarefa que não deve ser menosprezada. Seria necessário pensar na dieta dos templarios e no vegetarianismo dos teósofos, que não são determinados pelo medo de comer os próprios parentes e amigos, para reconhecer que a abstenção das carnes está ligada não à crença na metempsicose mas ao conhecimento prático das condições da palingenesia.Nesta nossa compreensão e interpretação da metempsicose pitagórica não concordamos, bem o sabemos, com os espíritas, ocultistas, martinistas, teósofos e hoc genus omne; porém concordamos com os antigos hermetistas. Jean d’Espagnet por exemplo (Enchiridion Physicae restitutae 3 ed. Rothomagi 1657, pág. 139) diz que a metempsicose pitagórica não tinha sido compreendida; e Olao Borricchio, citado no Dictionnaire mytho-hermétique de Antoine Joseph Pernety (Paris 1758) no item Metempsycosis, define assim a metempsicose: “Translação da alma de um ser vivente para o corpo de um outro ser que não era vivente senão em potência. Diz-se que Pitágoras tirou inspiração da Metempsicose junto aos sacerdotes no Egito, e isto é verdade; mas os adeptos da filosofia hermética dizem que tenha sido mal explicado este sistema de Pitágoras, e que ele atribuiu a esta palavra um sentido que não possuía. Os sábios do Egito ensinaram a Pitágoras a transmutação metálica, que este filósofo tratou em seguida enigmaticamente em suas obras. Aqueles que não conheciam a Grande Obra entenderam tudo aquilo que ele tinha escrito segundo o sentido apresentado literalmente e não segundo o espírito. A ideia de Pitágoras era aquela de fazer entender que o espírito, ou aquilo que constitui a alma dos metais perfeitos, passava com a transmutação no chumbo, no ferro, e nos outros metais imperfeitos, e os tornava diferentes daquilo que eram antes”.

Arturo Reghini

A SERPENTE EMPLUMADA


(na página Academias)

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última atualização abril de 2017

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