DELEGAÇÃO LATINO-AMERICANA



A UMA MÃE QUE PERDEU A FILHA

Morre-se por tantas causas diferentes e por origem oculta, que  não é possível considerar a morte como tipo único.
Morre-se por insuficiência dos órgãos materiais corpóreos (velhice), por conflito de causas vitais e físicas (morte violenta), por atração em outras esferas (migração), por atração em corpos mais homogêneos (nascidos sem espírito), por incompatibilidade de ambiente (mutação): resumindo o tipo de morte não existe.
Geralmente morre-se com o corpo e continua-se a viver por pouquíssimo tempo (dias, semanas, alguns meses), depois entra-se no sono (o Lete, o esquecimento), a alma reduz-se a fava ou semente de alma e é atraída por um útero, na falta de humanos, de animais mais homogêneos e temporaneamente, como se estivesse à espera para encontrar uma casa.  (Na imagem o túmulo de G. Kremmerz em Beaosoleil)


(continua na página Kremmerz)


O MATRIMÔNIO PERFEITO

Muitas pessoas, condicionadas pela sociologia moderna, pela psicologia e pela psicanálise, também pelas rubricas dos supostos especialistas de casamentos que proliferam nos jornais,  explicam de maneira superficial e aproximativa o fracasso de muitos casamentos e os consequentes divórcios. E não imaginam nem mesmo remotamente, que as causas podem ser muito mais profundas, provavelmente ocultas e então deveriam ser procuradas em outro lugar. Giuliano Kremmerz abordou este delicado assunto em "Anjos e Demônios do amor", texto que aparece no II° Volume da "Ciência dos Magos", mas Prentice Muldorf  (trata-o com grande perspicácia e profundidade de ideias neste artigo que traduzimos para os nossos leitores. (ndc)

(continua na página Magnani)


NOTAS SOBRE O GRUPO DE UR E A SUA REVISTA

A história do grupo de UR é uma história bastante complicada para aqueles que se aproximam pela primeira vez para a edição actual publicada para uma editora romana (a edição de 1980 publicada pela Tilopa, ndc). Talvez seja bom dar algumas notícias que podem jogar alguma luz sobre alguns aspectos relacionados com a criação do Grupo de UR e da revista com o mesmo nome que apareceu na Itália nos anos vinte do século passado. Pelo que entendi dos documentos em meu poder, e de entrevistas com pessoas qualificadas, bem como do que me foi comunicado na época por Massimo Scaligero, a iniciativa da publicação da revista é devida ao pitágorico e hermetista florentino Arturo Reghini e não ao jovem Julius Evola que naqueles anos tinha somente 28 anos.(1)
Arturo Reghini já havia publicado duas revistas de caráter esotérico em anos anteriores, ou seja, Atanor em 1924 e Ignis em 1925. Nestas revistas, o tom de seus artigos foi ferozmente anticlerical e as duas foram  fechadas a causa da perseguição do regime fascista, o qual já estava preparando o “Concordato” com o Vaticano, “Concordato” que muitos desastres trouxeram à Itália. Em 1926, Arturo Reghini decidiu criar uma nova revista com o nome de  UR,  revista que deveria evitar o tom polêmico das revistas anteriores e lidar apenas com questões históricas de esoterismo  e das doutrinás relacionadas. A nova revista apareceu em 1927 e foi muito popular nos ambientes que se dedicaram ao esoterismo clássico.
Sendo o nome de Reghini exposto a perigo,  e tendo sofrido para perseguições e ataques pessoais, Arturo Reghini decidiu passar a direção da revista para o jovem e ainda pouco conhecido Julius Evola, na esperança de evitar as dificuldades do passado. Na revista escreveram autores de várias origens: os pitagóricos,  hermetistas e  anthroposophistas. Em particular, escreveram discípulos qualificados de Rudolf Steiner como o Dr. Giovanni Romano Colazza que firmava com o pseudόnimo Leo, o duque Giovanni Antonio Colonna di Cesaro que firmava Krur e Breno, o qual com a sua mãe baronesa Emmelina de Renzis tinha participado em Dornach á Conferência de Natal de 1925, e os poetas Arturo Onofri que firmava Oso, Nicola Moscardelli, Sirius, e Girolamo Comi,  GiC.
Não é verdade o que escreve o evoliano Renato Del Ponte, ou seja que por trás do heterónimo Arvo estava o Duque Colonna di Cesarò, porque é certo que Arvo era o mesmo Evola, como comprovado por documentos dos anos trinta do século XX , a partir do conteúdo e da forma dos artigos assinados com o tal heterónimo, e como o mesmo Evola afirmou em segunda na terceira edição da revista – publicada em três volumes em 1955 pelos Irmãos Bocca, e na sucessiva edição de 1971 publicada pela Editora Mediterranee de Roma e arbitrariamente modificada por Evola - com novos contributos assinados Arvo, quando o Duque Colonna di Cesarò já tinha morrido em 1940.
Julius Evola, dominado pela sua pessoal concepção do idealismo mágico, por causa da qual ele se considerava “Indivíduo Absoluto”, “Senhor do Sim e do Não”, quis passar por cima de Arturo Reghini, cuja iniciativa fez com que nascesse a revista UR, e se impôs como “senhor e patrão” da revista impondo o próprio desejo e arbítrio no cortar e modificar como queria os artigos, que os vários autores lhe davam para que fossem publicados. Uma tentativa de sanar tal arbitrária e antipática situação com associar em 1928, no segundo ano de publicação, como diretores da revista os nomes de Pietro Negri e Luce, heterônimos atrás dos quais escondiam-se o próprio Arturo Reghini e o seu amigo e companheiro Giulio Parise.
Mas na prática as coisas não mudaram absolutamente, porque Evola continuou sem problemas a perpetrar os seus arbítrios, não obstante as promessas e o fato de que a revista tinha que ser expressão concordante de todo o Grupo de UR. Isto levou à extinção da revista, por este motivo Evola, em 1929, com muito material roubado de Reghini, publicou uma outra revista com o nome de Krur (e por isso o Duque Colonna di Cesarò mudou o próprio heterônimo de Krur para Breno), enquanto que Reghini tentou republicar Ignis, mas após o lançamento do primeiro número a polícia de Roma impôs a todas as tipografias a não imprimir a revista, que interrompeu as suas publicações.
Atrás da revista UR agia um grupo operativo, o verdadeiro Grupo de UR, que reunia-se para agir segundo um Opus Magicum de grupo. Eu possuo documentos a tal propósito. Inevitavelmente, a ruptura da concórdia – no meu parecer foram determinantes justamente as muitas ações não corretas de Evola – tornou impossível a continuação deste Opus comum.
As edições de 1955 e de 1971 deram a oportunidade a Evola para operar ulteriores notáveis arbitrárias modificações. Em particular, sofreram os artigos de Leo-Colazza, de Breno-Colonna di Cesarò, de Oso-Onofri, dos quais – além de sofrerem muitas modificações – desapareceram também todas as referências ao nome de Rudolf Steiner e às suas obras. Em tais edições apareceram seja a publicação dos exercícios fundamentais da Escola Esotérica de Rudolf Steiner – que Evola fez passar por próprios colocando o próprio heterônimo de Ea – que uma parte de um comentário de Colazza sobre os ditos exercícios, estes também passados por próprios. Apareceu também um escrito por Massimo Scaligero, Notas sobre o destaque, o qual Julius Evola não se preocupou de modificar sem o pedido do autor. Enfim, para estragar tudo, apareceram publicados, sempre por vontade de Evola, alguns escritos do mago inglês Aleister Crowley, que Massimo Scaligero me descreveu como “mago negro, endemoninhado pelo sexo.

  1. Para conhecer os detalhes da fundação do Grupo de UR e da revista homônima por Reghini e Parise ver no livro de Roberto Sestito, Il figlio del Sole, Ignis, o capítulo sobre o "Grupo de UR" ea imagem da capa de UR.

Fonte: Hugo de Paganis no site http://www.ecoantroposophia.it/

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última atualização fevereiro 2016


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