DELEGAÇÃO LATINO - AMERICANA

home page versos de ouro

Introdução do livro Real Alchemy, A primer of pratical alchemy


O livro diante de você é uma conquista incrível de várias maneiras. Meu amigo e colega alquimista Robert Bartlett expôs os processos e experimentos secretos de nossa disciplina com excepcional clareza e abertura. Ele expôs as origens herméticas da alquimia e mostrou como os alquimistas modernos abordam a arte antiga. Mas em primeiro lugar, seu livro é uma revelação do ofício genuíno da alquimia como era para ser praticado.

(continua na pagina Kremmerz)


Introdução a medicina Egípcia



A medicina egípcia, apesar de sua grande importância na antiguidade, é agora quase completamente esquecida ou não é tida em devida consideração, dado imperar de medicinas tradicionais do Oriente, em particular a China e da Índia, e que direcionam a maioria dos sistemas de cura presentes não convencionais, esquecendo-se, erradamente, a nossa tradição ocidental, cujo berço foi propriamente o vale do Nilo, Ciência Hierática que não difere de fato do Oriente, porque, em essência, se não na forma, os postulados são idênticos.

(continua na pagina Magnani)



“ORDO AB CHAO”




Nós conhecemos a frase “ordo ab chao” como divisa do antigo Rito Escocês e nesta gloriosa ordem maçônica as palavras “ordem do caos” representam um mito primordial segundo o qual a ordem das coisas, do homem e do mundo surge do vórtice dos elementos cósmicos.

Reghini dizia que os números “além de serem instrumentos de cálculo, exprimem qualidades e arquétipos, e as suas relações refletem a ordem do cosmo”. Afirmava também que o aperfeiçoamento do homem augurado pelas ordens maçônicas não deve ser entendido no sentido moral, como erradamente se acredita, mas no sentido iniciático, científico, hermético. Sobretudo hermético.

Sublinhando o termo “hermético” Reghini queria dizer afastar a “perfeição” do homem da especulação moralística de origem sobretudo cristã que produziu tantíssimos desequilíbrios na elevação espiritual do homem.

Pois bem, em ocasião da minha saudação a todos vocês, caros irmãos, em proximidade do Solstício de Verão, eu decidi expor-lhes brevemente o sublime propósito contido naquelas duas palavras retidas nas garras da águia solar, símbolo da antiga ordem.

Quando se fala de “ordem” o pensamento de muitos de vocês com certeza vai para a bandeira brasileira, mas não é minha intenção entretê-los com um discurso político, não estando este entre as finalidades da nossa Fraternidade. Lembro-lhes porém que Platão queria escrever uma trilogia: 1) o sofista 2) o político 3) o filósofo: o primeiro foi por ele efetivamente realizado, o segundo ele começou mas não acabou e o terceiro ele nem mesmo começou. A obra se intitula o “Político” e não “a política” (como se chamará aquela de Aristóteles) porque Platão estava convencido que para se ter um estado perfeito era necessário que fosse governado por homens políticos perfeitos. Mas quem é o verdadeiro homem político? Ele chega a afirmar que no estado perfeito não seriam necessárias leis porque estas são quase um “mal necessário” que se introduzem em ausência do homem político perfeito. De fato, a lei por mais que procure colher todas as nuanças nunca consegue totalmente e nunca é absolutamente justa.

Como o médico consegue ver em cada situação a cura a ser dada ao paciente, assim o político, para Platão, deve tomar decisões sem ser vinculado pelas leis. Mas na verdade, quando é impossível por definição a perfeição, Platão diz que as leis são necessárias: estas são necessárias porque dão regras às quais apoiar-se. Seguindo-as não se obterá um resultado perfeito (que se obteria seguindo o político perfeito), mas contudo bom.

Mas Platão foi precedido por Pitágoras o qual além de dotar o estado de leis justas indicou aos seus discípulos a via do equilíbrio, do aperfeiçoamento e da palingenesia em um código de preceitos que chegou até nós com o títuolo de “Versos de Ouro” os quais são a síntese do método esotérico para se viver uma vida sã e equilibrada.

Eu quis de propósito citar Pitágoras e Platão porque são os precursores mais ilustres e os Mestres mais completos que desde a antiguidade tentaram instruir o homem na procura da perfeição. E a perfeição, como todos vocês entenderam, provém daquela ordem que aparece na nossa bandeira mas que está muito distante de ser alcançada.

Mas o que nos falta para alcançarmos a ordem fortemente querida pelas instituições sagradas? Por que não conseguimos sair do “caos” no qual todos nós fomos engolidos? Em primeiro lugar nos faltam a disciplina e o conhecimento.

Para dizer a verdade nós estamos bem no “caos”, gozamos de todas as vantagens que o “caos” nos oferece e cedemos a todas as adulações que o “caos” nos propõe. O “caos” é uma grande armadilha na qual caimos desde o nascimento e da qual não conseguimos nos libertar. E então a “ordem” é como um “Eldorado” a mítica cidade perdida que o explorador Percy Fawcett inutilmente procurou na floresta amazônica.

Mas nós, ao contrário do desafortunado Fawcett, sabemos bem que o ouro não é só um comum metal precioso, é o grande segredo da vida e da morte, do conhecimento de nós mesmos, da “ordem” misteriosa encerrada no nosso atanor biológico.

E todos os esforços que nós fazemos desde quando fomos iniciados são justamente aqueles de sair do pântano caótico no qual afunda a nossa vida saturnina. E nós não somos destinados a progredir, como erradamente acreditam os progressistas, tendo já dentro de nós tudo aquilo que precisamos, ou seja aquela matéria-prima que nos permitirá retornar ao “pai”, retornar ao “mistério cosmogônico do pai”.

“Por que a morte foi chamada “mistério cosmogônico do pai”? – se perguntava o nosso Manlio Magnani no seu texto dedicado ao “Ordo ab Chao” – Para que esta – e não só a morte no sentido comumente entendido, mas cada termo, cada final de ciclo em todas as ordens, sejam manifestados ou sejam somente possíveis – é expressão da tendência ao retorno ao Uno Uníssimo. De fato, só fora do Uno Uníssimo se realiza o processo da manifestação: no seio do verbo e depois do verbo; começando com o caos e continuando com o caos.”

Com estas poucas palavras do nosso grande Mestre sobre as quais, caros irmãos, eu os convido a refletir muito, eu me encaminho em direção da conclusão da minha mensagem com o vivo augúrio que o breve espaço temporal representado pelo ano que está para se concluir tenha sido propício para o conhecimento daquele grande mistério que é o tempo que deve ser transcendido para ser realmente explorado e transmudado.

Mas se a morte é o fim de um processo natural eu gostaria de lembrar-lhes que a iniciação recebida na nossa Fraternidade Hermética é o nascimento para a nova vida. A este renascimento todos vocês estão participando com grande espírito de abnegação e de amor fraterno e o trabalho ritual ao qual todos vocês se dedicam, às vezes pagando com grandes renúncias materiais, permitirá ao vosso hermes individual alcançar as metas às quais todos nós aspiramos e que o Mestre Kremmerz indicou nos Fascículos da Escola. Eu os incito a não ceder às adulações do grande “caos” e garanto-lhes que a “ordem” celeste que está dentro de vocês os espera para coroá-los com a coroa de louro: o aspirado prêmio que era colocado em outros tempos sobre a cabeça dos heróis e dos poetas.


Deus meumque jus.

Deus e minha justiça.


ultima atualização fevereiro 2019

Newsflash