DELEGAÇÃO LATINO-AMERICANA


BEETHOVEN

APRESENTAÇÃO

Proponho aos leitores do site da Fraternidade Hermética um belíssimo texto conservado no arquivo de meu avô, Amedeo Rocco Armentano e a ele dedicado, pela sua importância não só musical, literária e estilística mas sobretudo pela sua importância iniciática.

De fato Giuseppe Vannicola utilizando o gênio de Beethoven toca as diversas metas às quais inevitavelmente mira o aspirante à Luz.

Por isso chamo a atenção do leitor neste sentido convidando-o a acompanhar o Autor nesta maravilhosa viagem a qual pode ser descrita somente por um verdadeiro filho da Arte.

Emirene Armentano Sestito


(continua na página Kremmerz)


O PENSAMENTO ESOTÉRICO DE PLOTINO

Entre os séculos II e III Amônio Sacas (175- 242) fundou em Alexandria uma escola neoplatónica, tendo Plotino (204 ou 205-270) como um de seus discipulos. Depois de ter ouvido a primeira preleção de seu futuro mestre, ficou em sua companhia e bebeu de sua fonte por nada menos do que onze anos.



(continua na página Magnani)


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“LUA DE SANGUE”: LENDAS E MITOS

Incas, mesopotâmicos, hindus, povos ancestrais da América e África: todos construíram interpretações sobre os eclipses. Vale conhecê-las — mas, também, contemplar o fenômeno em si mesmo…

Milhões de pessoas tiveram a oportunidade de ver um eclipse lunar – evento popularmente conhecido na mídia como “lua de sangue” – nesta sexta-feira, 27 de julho. Visível para a maior parte do mundo – somente a América do Norte e Groenlândia deverão perdê-lo – ele deve ser o mais longo deste século, de modo que houve muito tempo para dar uma olhada.

Durante o eclipse, a Lua cheia se move em direção à sombra da Terra lançada pelo Sol e fica momentaneamente escurecida. Alguma luz do sol ainda alcança a lua, refletida pela atmosfera da Terra, iluminando-a com um brilho que vai do cinza ao vermelho-escuro, dependendo das condições atmosféricas.

Como professor de astronomia, o termo “lua de sangue” é um problema para mim, já que sugere algo diferente de um eclipse lunar e evoca a imagem de uma lua cintilando em vermelho-púrpuro, o que não é de modo algum verdadeiro. Mas, como homen de cultura, vejo que expressa algumas formas interessantes pelas quais a sociedade moderna cria suas histórias sobre o céu.

O eclipse lunar tem fascinado culturas em todo o planeta, e inspirado mitos e lendas curiosos, muitos dos quais retratam o evento como um presságio. Isso não é surpresa, visto que qualquer coisa que interrompa os ritmos regulares do Sol ou da Lua têm forte impacto sobre nós e nossas vidas.

Lendas da lua

Para muitas civilizações antigas, a “lua de sangue” vem com intenções demoníacas. O povo inca interpretava o colorido vermelho profundo como um jaguar atacando e comendo a lua. Acreditavam que o jaguar voltaria então sua atenção para a Terra, de modo que as pessoas gritavam, agitavam suas lanças e faziam seus cães latir e uivar, esperando fazer barulho suficiente para afastar o jaguar.

Na Mesopotâmia antiga, um eclipse lunar era considerado um ataque direto ao rei. Dada sua habilidade de prever um eclipse com razoável precisão, eles colocavam um procurador do rei enquanto durava o fenômeno. Alguém considerado dispensável representava o monarca, enquanto o verdadeiro rei se escondia e esperava o eclipse passar. O rei substituto então desapareceria, convenientemente, e o velho rei era reconduzido ao trono.

Algumas lendas hindus interpretam os eclipses lunares como resultado do demônio Rahu beber o elixir da imortalidade. Deidades gêmeas, o Sol e a Lua logo decapitavam Rahu, mas como ele havia tomado o elixir, sua cabeça permanecia imortal. Buscando vingança, a cabeça de Rahu caça o Sol e a Lua para devorá-los. Quando os alcança temos um eclipse – Rahu engole a Lua, que reaparece em sua cabeça cortada. Para muitos povos na Índia, um eclipse lunar traz má sorte. Água e comida são protegidos, e são realizados rituais de limpeza. Mulheres grávidas não deviam comer ou fazer serviços domésticos, de modo a proteger a criança não nascida.

Uma face mais amistosa

Mas nem todos os mitos sobre o eclipse são marcados por tais maldades. As tribos de nativos americanos Hupa e Luiseño, da Califórnia, acreditavam que a Lua estava ferida ou doente. Depois do eclipse, precisava então ser curada, seja pelas esposas da Lua ou pelos homens da tribo. Os Luiseño, por exemplo, cantavam canções de cura para a lua escura.

Muito mais edificante é a lenda do povo Batammaliba, do Togo e Benin, na África. Tradicionalmente, eles viam o eclipse lunar como um conflito entre o Sol e a Lua – um conflito que o povo precisa encorajá-los a resolver. É, portanto, um tempo em que antigas disputas devem ser colocadas de lado – uma crença que permanece até hoje.

Nas culturas islâmicas, os eclipses tendem a ser interpretados sem superstição. No Islã, o Sol e a Lua representam respeito profundo a Alá. Por isso, durante um eclipse são cantadas preces especiais, inclusive a Salat-al-khusuf, uma “prece para o eclipse lunar”. Ambas pedem perdão a Alá, e reafirmam sua grandeza.

Uma história ilusória

Voltando ao sangue, o cristianismo equiparou o eclipse lunar à ira de Deus, associando-o frequentemente com a crucificação de Jesus. É notável que a Páscoa seja o primeiro domingo depois da primeira lua cheia da primavera, assegurando assim que um eclipse nunca cairá no domingo de Páscoa, que marca, potencialmente, o Dia do Julgamento.

O termo “lua de sangue” foi popularizado em 2013, após o lançamento do livro Quatro Luas de Sangue, por John Hagee. Ele promoveu a crença apocalíptica conhecida como “profecia da lua de sangue”, destacando uma sequência lunar de quatro eclipses totais que ocorreram em 2014 e 2015. Hagee nota que os quatro caíram em feriados judaicos, o que aconteceu apenas três vezes antes – cada um deles, aparentemente, marcado por maus eventos.

A profecia foi rejeitada por Mike Moore (secretário geral dos Testemunhas Cristãs para Israel) em 2014, mas o termo ainda é usado regularmente pela mídia e tornou-se um sinônimo preocupante de eclipse lunar. Diante disso e das duradouras superstições, é inútil para os comunicadores da ciência tentar lembrar que não há nada a temer na chamada “lua de sangue”. O fenômeno pode ser impressionante e o mais longo do século, mas é simplesmente um eclipse.

Assim, ao usar o termo “lua de sangue” estamos combinando mitos com ciência, do mesmo modo que a lenda hindu de Rahu fornece uma descrição lendária da mecânica orbital lunar. A “lua de sangue” atrai interesse para o céu e eclipses lunares, mas ao invés de esperar julgamento e destruição, melhor vê-los na linha da interpretação islâmica – como uma ilustração monumental dos movimentos fascinantes e reais do nosso sistema solar.

De modo que minha sugestão é: observe cada eclipse lunar como a maneira do céu se revelar a você. Dê a ele seu próprio nome, seu próprio significado, e usufrua dele com seus amigos e família. Penso que assim verá que o termo “lua de sangue” não faz justiça à maravilha que está observando.

Daniel Brown

Tradução: Inês Castilho

https://jornalggn.com.br/noticia/%E2%80%9Clua-de-sangue%E2%80%9D-lendas-mitos-sobre-o-eclipse-lunar

apresentaÇÃo do i° volume da «sabedoria eterna» de arturo reghini

SÃO PAULO 8 DE JUNHO DE 2017

O DESPERTAR DE HERMES

Reflexões ao Despertar de Hermes


(na página Academias)

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última atualização agosto de 2018

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