DELEGAÇÃO LATINO - AMERICANA

2019jun

De Thot a Hermes trismegisto: o Egito antigo e o hermetismo árabe


Relata-se em textos árabes antigos um sábio que viveu no Egito antigo chamado Hermes Trismegisto ou Hermes, o Três Vezes Grande, sendo esse o nome dado pelos alquimistas, neoplatônicos e místicos ao deus egípcio Thot, que é identificado com o deus grego Hermes. Os textos mais importantes atribuídos a Hermes Trismegisto são a Tábua de Esmeralda e os textos do Corpus Hermeticum.

(continua na pagina Kremmerz)


HISTÓRIA DA ASSOCIAÇÃO PITAGÓRICA

CAPÍTULO IV



O episódio mais marcante do ano de 1984 foi certamente aquele de 21 de abril, data na qual se celebra o nascimento de Roma. A notícia que nos havia irritado foi o gesto de pacificação do prefeito de Roma junto ao prefeito de Cartago. O gesto foi julgado ultrajante por um conjunto de fatores. O primeiro: quem assinou o documento de pacificação foi um prefeito de origem calabresa. O mais importante: a história de Roma. Com a célebre frase “Carthago delenda est” Catão, o Censor, havia posto a palavra final decretando que com Cartago não haveria jamais um pacto.


(continua na pagina Magnani)


Ágape ritual 2019

EROS, ÁGAPE E PHILIA: AS TRÊS FACES DO AMOR



Caros irmãos, desejo utilizar o vosso Ágape ritual para falar sobre as três faces do amor, ou seja daquela força mágica que é a base da nossa Fraternidade e da qual Kremmerz deu numerosas maravilhosas definições entre as quais eu sinto o dever de recordar como premissa ao meu breve discurso a seguinte, que vocês podem ler no capítulo Anjos e Demônios do Amor no IIº Volume da Ciência dos Magos:

Para a filosofia oculta, o amor tem dois lugares: o cérebro e o coração.

No cérebro, fantasioso ou calculador, entusiasta ou embriagado, o amor é impuro, é passional, é demoníaco.

No coração, sereno, obediente, paciente é um sentimento de abdicação e de dedição angélico.

Em fisiologia se conhecem as relações que ligam o cérebro aos órgãos da impuridade sexual. O amor impuro brota nele como um desejo de vaidade: é a Lilith e o Samael destruidores que aconselham e encorajam o vaidoso a colher uma flor, por lascívia de poder, para pisoteá-la como uma sujeira: e todo ato deste amor é uma covardia, na qual o coração aumenta os seus pálpitos somente no momento no qual o orgulho bestial for satisfeito.

Mas o amor do coração, no qual o cérebro não derramou a névoa ofuscante da sensualidade, é um ato divino do qual deve-se esperar todo o bem. Nasce como uma efusão das almas entre duas naturezas que espiritualmente se completam. Se anuncia como um vago sentimento de bem estar: cresce e aumenta de intensidade como um tácito consentimento, entre duas criaturas, em uma fé comum.

O primeiro é uma paixão, o segundo é um ideal.

Eu sublinho: O primeiro é uma paixão, o segundo é um ideal.

Por este motivo a nossa Escola mágico-terapêutica além de ser um exemplo vivo de fraternidade e de amor divino é a escola de um grandíssimo ideal e sabemos que nesta época obscura e fossilizados no materialismo mais feroz precisamos tanto de idealismo.

Agora passo a descrever as três faces do amor segundo a tradição da filosofia platônica.

Os platônicos distinguiam três faces ou aspectos do amor: Eros, Ágape e Philia.

Eros filho de Pobreza e Aquisição, segundo a concepção platônica, é o amor carnal no qual este ocultamente manifesta o desejo egoístico da troca mútua, de um dar e receber. Nasce da fome e se torna poder de aquisição de alguma coisa que satisfaça o desejo dos seus sentidos.

Philia é o amor sentimental, aquele que se estabelece em uma relação de cúmplice amizade, de harmonia e de concordância de intenções.

Ágape é o Amor espiritual ou universal que eleva o homem e lhe faz compreender que não é ele quem possui Deus mas é Deus que o possui.

Portanto neste rito que vocês estão para realizar serão possuídos pelo amor divino.

Eis aqui o porque de se falar tanto do amor e das suas diferentes manifestações. O amor que nos sublima e nos faz voar alto quando se torna amor fraterno, então desinteressado: que não pede nada em troca porque, como diz a Cabala: o amor é suficiente para o amor.

O mesmo amor que nos faz afundar no desconsolo mais obscuro, no precipício de nós mesmos quando fica no Eros que egoisticamente pede tudo e pretende tudo. E quanto mais pretende mais nos aniquila no momento no qual este acaba e nos encontramos sozinhos.

Ao contrário, Philia é belo, suave e doce pois sabe nos confortar, embalar, proteger, quando, antes de pensar em nós mesmos e na nossa felicidade, antepomos a esta aquela do outro.

Portanto a palavra amor encerra tantas nuances:

amor familiar para com os familiares ou parentes

amor pelos amigos

amor por si mesmo

amor romântico

amor erótico (considerado por algumas pessoas mais um instinto do que uma verdadeira forma de amor)

amor platônico, amor por alguma coisa ou por alguém no qual um eventual envolvimento físico é somente um meio para alcançar o amor espiritual

amor ideal, por alguma coisa de abstrato ou inanimado, como uma ideia ou um objetivo

amor político ou social, pelos próprios princípios, pela própria nação ou pátria, pela própria dignidade, pela própria honra e independência.

Na língua grega antiga os termos utilizados para se definir os vários sentidos com os quais atualmente se usa a palavra “amor” são muitos e por isso mais precisos, com respeito às muitas línguas modernas.

Ágape (αγάπη) é amor de razão, incondicinal, mesmo não sendo retribuído, muitas vezes com referências místicas: é a palavra usada no texto socrático.

Philia (φιλία) é o amor de afeto e prazer, do qual se espera um retorno, por exemplo entre amigos.

Eros (έρως) define o amor erótico.

Anteros (αντέρως) é o amor correspondido.

Pothos é o desejo ao qual tendemos, aquilo que sonhamos.

Storge (στοργή) é o amor de propriedade, por exemplo entre parentes e consanguíneos.

Thelema (θέλημα) é o prazer de fazer alguma coisa, o desejo de querer fazer.

Também na língua grega antiga não é possível se ter os vários sentidos bem separados e então encontramos ágape às vezes com o mesmo significado de eros, e o verbo agapao com o mesmo significado de phileo.

Enfim, a cabala, contém a palavra ahava para “afeto” e “favor”, mas a mais importante é a palavra khesed que combina os conceitos de “afeto” e “compaixão” e às vezes é traduzida como “ternura”. A este propósito eu os aconselho a reler as páginas de Magnani publicadas no nosso site intituladas: TRADIÇÕES DO ORIENTE E DO OCIDENTE.

Concluo esta minha mensagem desejando a todos vocês, caros irmãos, um ágape sereno, tendo como meta o amor fraterno que nos une para a realização das finalidades sublimes da nossa Escola Latino-Americana.

Salilus

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8) Arturo Reghini - CAGLIOSTRO

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11) Arturo Reghini - DEI NUMERI PITAGORICI (Prologo)

Em Português:

1) ROBERTO SESTITO - HISTÓRIA DA ASSOCIAÇÃO PITAGÓRICA (De Reghini a hoje)


última atualização Janeiro 2020

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